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AINDA BEM
o WordPress mudou algo no sistema de tags e, agora, minha tag “?????” foi dividida em quatro.
Putos.
“História” porque isso só tem uns quatro anos, então não é tão história assim. De qualquer forma, aqui vão todos os papéis de parede padrões do KDE (SC/Plasma Workspace) até hoje:

Beta (Finalmente verão na Alemanha)

4.0
4.1

4.2 e 4.3

4.4 e 4.5

4.6 e 4.7
Ainda tem os papéis de parede dos alfas, um era branco e o outro, cinza escuro com um logo do KDE no fundo, mas eu não achei em lugar nenhum da rede, então fica pr’uma outra oportunidade.
E, como bônus, um remake do papel de parede do Beta:

Remake do do Beta
E, não, não estou de volta. Só vou usar isso aqui como depósito de coisas que eu não acho em lugar nenhum, para consulta futura por mim mesmo do futuro.
A propósito: olá, Romário mais velho.
Bom, numa dessas comunidades de combate religioso, um cara postou uma analogia que “provava” o agnosticismo puro usando o “gato de Schrödinger”. Puro ouro:
Imagine uma sala hermeticamente fechada e visualmente isolada, com todo suporte para a vida, onde existe um gato. Dentro dessa sala há uma bala de calibre 38 ricocheteando com velocidade constante (sem perder energia – colisões elásticas).
Após 5 segundo de ocorrência desse evento eu te pergunto, o gato la dentro está vivo ou morto?- Um otimista responderia que está vivo.
- Um pessimista diria que está morto.
- Um realista diria que não se pode definir, já que a sala é visualmente isolada.Agora vamos seguir outra linha:
- O que diria um realista-otimista? – O gato está 80% vivo e 20% morto.
- O que diria um realista-pessimista? – O gato está 20% vivo e 80% morto.Essa é a questão… não existe gato meio vivo e meio morto ao mesmo tempo!
Vamos considerar:
- otimista = Teísta
- pessimista = Ateu
- realista = AgnósticoEssa é a mesma questão que estamos debatendo
Eu achei isso meio tosco e dei meu pitaco,:
Blé.
Qualquer evento com probabilidade não-nula que se repete no tempo é certo, dado tempo infinito. Isto é, o gato _vai_ ser atingido pela bala alguma hora.
que acabou ficando uma bosta, pois eu não percebi que se tratava de um dado momento da porra.
Depois eu consertei:
(…) baseando-se no tamanho da sala e do gato, dá pra calcular a probabilidade de a bala ter atingido o gato com uma boa precisão. Apesar de não sabermos se o gato está vivo ou morto.
Aqui, quem diz que o gato está morto está errado, quem diz que está vivo está errado, quem diz que há uma possibilidade diferente da possibilidade de fato (seja 20/80 ou 80/20) está errado. Só quem diz que há uma posibilidade e disser a possibilidade certa de o gato estar morto está certo.
E quem diz só “não sei” não disse porra nenhuma.
E começaram a falar de “torcer” para o gato morrer (“não sei, mas torço que sim”, “não sei, mas torço que não”, ou outras loucuras), do que eu não entendi porra nenhuma. Logo, de novo, dei mais um pitaco:
Ah, e torcer (?) não se aplica aqui. O gato não é time de futebol.
Daí então, o brodher me mandou a real:
Não entendi nada, pode explicar essa afirmação para nós: (?)
Só quem diz que há uma posibilidade e disser a possibilidade certa de o gato estar morto está certo.
O torcer é uma opção sim, pq o exemplo do gato é uma analogia a existência de Deus. E considerando que muitos já afirmaram torcer por isso, então cabe sim.
Modificar o exemplo fazendo essas perguntas é “roubar”, e não faz diferença nenhuma na comparação com Deus??
Há algum parâmetro para analisar se Deus existe ou não? Algum método científico válido e reconhecido? Alguma experiência que já tenha surtido efeito???
Então… perguntar essas coisas em relação ao gato (tamanho da sala, bala, gato etc) é como perguntar o que acabei de perguntar acima.
Pense na morte do gato, como existência de Deus e vc verá que simplesmente, não cabe!
Não entendi quase porra nenhuma. Decidi fazer uma parede de texto pra tentar explicar o que eu entendi. Acabei fazendo um resumo básico da minha “crença” em “Deus”:
Há uma possibilidade de o gato estar morto e isso é fato. Mas podemos, em termos de tamanho da sala, tamanho do gato e velocidade da bala, determinar a possibilidade de o gato estar morto. Mais ainda: podemos estimar a possibilidade razoavelmente bem, considerando gato, sala e velocidade da bala com dimensões normais.
Somente quem chega perto dessa estimativa está certo. Dizer que o gato está certamente morto está errado, da mesma forma que dizer que ele está certamente vivo. Da mesma forma, dizer que há uma chance de 90% de o gato estar vivo é errado, pois uma bala é muito rápida e, considerando uma sala de estar, ela vai passar por muitos lugares em 5 s.
E, calma lá, estamos apenas analisando este exemplo, não a “existência de Deus” aqui. Neste exemplo, não se aplica torcer para o gato estar vivo ou morto. Aliás, até se aplica, se você for sádico, mas não vejo como isso é relevante. Nem como altera a possibilidade de o gato ter sido acertado.
Fora que o fato de você ter tentado fazer disso uma analogia à existência de Deus não torna, automaticamente, tudo que é válido em um análogo válido noutro. Não li o tópico todo, mas onde você provavelmente falha é tentar trazer fatos de fora da analogia.
Mas vamos desconsiderar isso tudo, pois o meu ponto inicial foi que essa analogia não tem absolutamente nada a ver com provar “a existência de Deus”, porque ela te dá algo tangível, ela te dá dados do que está acontecendo. E te dá um conjunto bastante limitado de possibilidades: gato vivo ou gato morto. A pergunta da existência de deus não te dá nenhum dado. Há nenhuma e infinitas variáveis e, obviamente, não há como estimá-las. Fora o absurdo, qualquer um pode estar certo, mas eu prefiro partir do princípio de qualquer um estar errado.
Mas o pior, e um erro comum, é definir um conjunto de possibilidades binário, “existe” ou “não existe”. Primeiro: como assim “Deus”? Que “Deus”? O que é “Deus”? Uma energia? Uma entidade? Um cara jogando no seu computador?
Isso provavelmente parte do conceito falhado cristão de “Deus” ser um cara todo-poderoso que é todo bondade. Não sejam cristãos, pois essa não é a única possibilidade de existência de algo que controla o universo. Lembrem-se que o conceito de existência é puramente humano, pois este é quem atribui uma existência a objetos, entidades ou conceitos, que passam a ou deixam de existir em um dado momento. Mas, na verdade, esses são apenas aglomerados de matéria/energia ou algo que ela representa. E essa sempre existiu.
Além disso, Ele sempre existiu? Ou existiu por um tempo aí e foi embora? Ou morreu? Talvez Ele não seja onipotente. Ou, talvez, ele tenha surgido apenas para dar o pontapé inicial e criar o universo. Ou talvez ele nunca tenha surgido. No exemplo do gato, analisamos se o bichano está vivo ou morto num determinado momento. Nesse exemplo estamos analisando um evento que ocorre a eternidade inteira. Aliás, qual evento? “A existência de Deus”? Um Deus? Vários Deuses? A Energia? A Entidade Que É Dona Do Tempo?
O ponto principal aqui é que, no caso do gato, analisamos algo completamente concreto. No caso de “Deus”, algo completamente abstrato. Isso, por si só, anula completamente a validade de sua analogia.
Quanto a torcer, no caso do gato, não faz sentido. Mas, no caso de “Deus”, faz menos sentido ainda, pois, no caso do gato, você ainda tem algo para torcer: a morte do gato. No caso de “Deus”… que “Deus”? “Deus”, ou Energia? Ou entidade? Ou múltiplas entidades? Mas o conceito de uma entidade ou múltiplas é inteiramente nosso, o universo não conhece entidades, pois é tudo uma coisa só.
Isso de dizer que “Deus” pode existir, mas que não tem certeza é coisa de cristão enrustido, pois ainda tem a ideia do deus cristão na cabeça.
“Torcer” para que ele exista, mais ainda. Ser agnóstico desse jeito é dizer que ser agnóstico é uma teoria de semi-refutação ao cristianismo ou a outras religiões monoteístas. Na minha opinião, como eu disse anteriormente, qualquer teoria sobre “Deus” está igualmente errada. Se você diz que “pode ser que algum deus exista”, tem que dar espaço para qualquer teoria. E ponderar sobre qual é a teoria mais certa e, pior, seguir uma doutrina não faz sentido, pois a possibilidade de qualquer tipo de crença é nula. Então, em vez de escolher e ponderar sobre um “caminho”, eu decidi escolher nenhum, pois é impossível saber com certeza o que rege tudo. Apenas podemos ter uma boa margem de certeza das coisas que ocorrem fisicamente a nós. E, se for para “torcer” por alguma coisa, eu torço que, quando eu morrer, eu possa fazer tudo que eu quiser e criar outros universos para brincar de deus até enjoar e entrar num deles.
E aqui estamos, esperando a resposta do irmão por parte de Deus.
Eu não explicaria melhor:
Adoro como os ímãs servem de analogia para quase tudo.
A BÍBLIA É O LIVRO CERTO PORQUE AS PROFECIAS ESTÃO SE CUMPRINDO,queimar no inferno,você não sabe do que está falando,deve ser por isso que as pessoas se tornam ateus,não entendem,e não buscam saber,minha mãe não é batizada e meu pai é quase um ateu declarado,não sei até que ponto,Examine as Escrituras.
Essa deve ser mais ou menos a visão no portão da insanidade: diversos prédios firmados em paredes, ruas torcidas pelas quais os carros passam, olhar para o lado e ter uma visão superior da rua, ver prédios subindo do chão ao lado e, logo à frente, a visão de cima de um outro prédio. Um outro prédio soterrado ali. Um buraco enorme que não se sabe onde vai acabar.
Não dá pra descrever a sensação de medo e sonho que isso me dá.
Um streetview nesse lugar seria interessante.
Aurículos, ventrículos, coronárias, carótida, válvulas, etc..
Errei só por três posts até isso, apesar de não ser exatamente um anúncio de volta, é implícito que eu abandonei o blogue e voltei e apesar de eu ter feito o melhor post dele - e digo isso por causa do fator nostalgia – nesse meio-tempo.
Mas, se formos considerar a distância entre dois posts que, de fato, anunciam minha volta depois de certo tempo de abandono, errei só por oito posts. Já estou melhor que o cara do XKCD 621.
Mas não sou muito mais interessante que ele.